Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

riscos_e_rabiscos

.

.

Já ganhei o dia! :D *

Andava eu em arrumações, organizações e limpezas, quando me deparo com um saquinho de uma perfumaria conhecida de todas nós gajas, mas a qual não me paga para fazer publicidade, com umas coisas lá dentro.

 

À partida pensei "isto deve ser tudo lixo mas deixa ver o que é". Bom hábito este. Encontrei dois colares e alguns pares de brincos feitos por mim, a minha gizeira (tipo lapiseira mas para colocar o giz, caso não saibam) que eu procurei que me fartei e jameis sonharia que estaria ali, e um envelope almofadado com algo lá dentro. Joguei a mão e encontro... um saquinho cheio de moedas!!! :D

 

Fiquei muito surpresa porque não tinha a mais pálida memória daquele dinheiro. É claro que tirei logo as moedinhas do saco e pus-me a contá-las... Sabem quanto dinheiro tinha?

 

5.60 €!!!!

 

Ganhei o dia ou não?!? :D Ainda bem que tenho o hábito de ver tudo antes de deitar fora por isso é que demoro séculos nas arrumações. Sabem tão bem encontrar dinheiro, nem que seja uma moedinha, dentro de um bolso da roupa, dentro de uma mala que não estamos a usar ou noutro sítio qualquer, não é? :)))

 

*ADENDA:
Então não é que fui toda lampeirinha, feliz e contente dar aulas e fico a saber que não tenho alunos porque a professora titular faltou?!? Foi assinar o livro de ponto e ir embora.
Quando estava a chegar à paragem do autocarro, passa o meu irmão de carro.. Guess what? Vim de boleia para casa!!! :D Não me caiu uma única gotinha de chuva em cima... até agora! :P

 

O Cúmulo do Euromilhões.

Ser-se cigano, sair-lhe o segundo prémio do euromilhões - uma batelada de dinheiro, portanto -, ser mandado parar pela polícia, ser-lhe apreendido o dinheiro por suspeita de roubo e depois ter que ir à esquadra provar que o dinheiro é seu e resgatá-lo...

 

Só tenho pena é que não me tenha saído a mim... {#emotions_dlg.bunny}

Ainda há almas boas...

Quando acabei de dar aulas na Pinguinolândia, dirigi-me à contabilidade para ir buscar o meu parco ordenado, que me devia ter sido pago no dia 31 mas que, por ausência da pessoa encarregue dos assuntos contabilísticos, não me foi entregue.

 

Foi-me entregue mas não ia sendo. Quando me ia a dirigir para a porta da contabilidade, fui ultrapassada por uma "avó" e lá tive que ficar à espera da minha vez. Esperei, esperei e a "avó" nunca mais saía. Mas também não ouvia conversa. Que raio...?! Às tantas, e depois de secar à vontade 15 minutos, bati à porta e entrei. Então não é que a "avó" tinha desaparecido?!? Por mim não passou de certeza e eu estava sentada à porta. Enfim, mistérios!

 

Quando expliquei o que estava ali a fazer, o meu cheque não estava na contabilidade mas sim noutro sítio. A contabilista foi ao outro sítio mas o cheque não estava lá. Já estava a ver mesmo o filme e a minha vida anadra para trás... Com grande despreocupação ainda me pergunta "a professora vai já embora?"ao que eu respondi, espantada, "não vou ficar aqui para sementes porque não tenho mais nada para fazer nem testes para ver... quer dizer, eu ir... ia...".

 

Eu só via folhas espalhadas por todo o lado e sem pés nem cabeça.  Mais uma vez se confirma a desorganização que vai naquela casa. Podiam ter a papelada em dossiers ou pastas. Não. Desornanizado é melhor. E o meu cheque? Não aparecia... Ó caraças! Além de perder um autocarro, vou perder outro e o pior é que ornedao... nada!

 

ÀS tantas, quiçá iluminada por Deus, digo "veja lá se não está no livro de cheques... pode lá estar no início...". Ouvi um descrente "já vi e não estava lá... (vasculhanço no livro de cheques) ah, afinal está aqui... desculpe...". Que havia eu de dizer? Que se estivesse a papelada organizada era mais fácil ou se fizesse TB não era preciso nada daquilo? Na... respondi apenas "não faz mal..." e pisguei-me.

 

Assim que saio da porta, vejo o o meu autocarro passar! Oh não... "$&%#$#$(/)(#$#% !!!"  pensei eu com os meus botões! Mas os motoristas dos autocarros já me conhecem e, por sorte minha, ele viu que eu ia começar a correr em direcção ao autocarro. Perguntou-me com a cabeça se eu queria apanhar o autocarro, eu disse que sim, e parti a correr enquanto o autocarro encostava ao passeio à espera de mim.

 

Não sei quantas vezes agradeci ao motorista. Para além de me fazer um grande favor, o motorista tem que ser uma excelente pessoa... é que se contam pelos dedos de uma mão aqueles que têm gestos como este. Mais uma vez muito obrigada, senhor motorista! :)

 

Acerca Da Professora Na Playboy

 

É o assunto da berra aqui no nosso cantinho Tuga, com direito a notícia nos telejornais de todas as estações de TV.

 

Parece que um professora de AECs, e agora é preciso esclarecer uma coisa, uma mera questão técnica, foi paga para posar para a Playboy.

Ora vamos lá ao esclarecimento: Uma professora de AECs não é uma “professora primária”, como tem surgido por aí. Designa-se professora primária ou do 1º ciclo aquela que é a titular da turma, portanto, a professora Bruna é uma professora de Expressão Musical, é uma AEC (Actividades Extra Curriculares).

 

E porque é que faço este esclarecimento? Pois é, agora é que a porca torce o rabo. Embora sejam ambas professoras, a diferença está no estatuto, nas remunerações e por aí afora. E muitas vezes as AECs têm mais habilitações do que quem está à frente (que é titular) de uma turma do 1º ciclo.

 

Os AECs para poderem dar aulas, não concorrem ao concurso de docentes. Não. São contratados pelos organismos que ganharam o concurso das Câmaras Municipais. Embora para as AECs a comparticipação do estado por cada aluno até não seja má, todos têm que encher os bolsos, menos os professores. Assim, os professores de AECs são pagos desde 7.5€/horas até 13.0€ e, muitas vezes, os horários são minúsculos. Ah, e o melhor… são pagos a recibo verde! Isto implica fazer descontos brutais para a Segurança Social, não ter direito a subsídios de Férias ou Natal, se faltarem justificadamente não recebem, entre muitas outras coisas.

 

Agora digam-me lá se a professora não fez bem? Uma pessoa farta-se de trabalhar para ganhar uns míseros tustos e se alguém fizer uma proposta irrecusável para aparecer descascada numa revista, dizemos não? E se até somos, bonitas, jeitosas e jovens, dizemos não? É claro que dizemos sim, principalmente se formos professoras de AECs.

 

Não me venham com falsos puritanismos e hipocrisias, nem com a treta do exemplo a seguir. Vivemos numa sociedade em mudança, desestruturada, em que os alunos são piores que os professores.

Então os pais não devem ser exemplos para os filhos? E os políticos, não devem ser exemplo para os cidadãos? E porque é que a os professores têm de levar sempre pela medida grande?

A hipocrisia é de tal tamanho que a revista esgotou na zona, e de certeza que não foi comprada por mulheres, tal foi a apreciação positiva da presença da professora estampada naquelas páginas!

 

Na minha opinião, a professora fez muito bem em posar para a Playboy. Ganhou uns trocos valentes e daqui a uns tempos já a poeira acalmou e ela volta a dar aulas que, provavelmente, é o que ela gosta de fazer.

 

No entanto, deixo aqui um alerta, se precisarem de outra professora para posar para a Playboy podem entrar em contacto comigo. Mas com antecedência, por favor, que é para eu pintar o cabelo de loiro, pôr lentes de contacto castanhas e last but not least fazer o bypass gástrico!

É que aquele dinheirinho dava cá um jeitaço com esta crise…

 

 

P.S. se calhar até fui eu que posei para a Playboy... é que o cão é igual ao meu Pimentinha!

 

 

Boiando Na Crise.

Acho que hoje acordei de mau humor. Acho, não tenho a certeza. Estou sem grande paciência seja para o que for. Estou sem vontade de mexer uma palha, nem de ouvir as porcarias do costume aqui de casa e com pavio curto para aturar alunos que acham que as aulas já acabaram e que "agora vamos chatear a cabeça à teacher!".

 

E mais, estou revoltada e raivosa. Não achei piada nenhuma áquela medida do governo de ir mexer no 13º mês do pessoal. Não é que eu o receba pois trabalho com a coisa mais horrível ao cimo da terra chamado "recibo verde". Não tenho direito a nada a não ser fazer descontos gigantescos para a segurança social e para as finanças da miséria de ordenado que recebo. Se vos contasse qual é o meu ordenado, até iam pedir para mim à porta da igreja ou para o metro!

 

E tendo em conta isto, passei o dia a fazer contas de cabeça e conclui que o que me sobra ao fim do mês, depois de pagar as contas obrigatórias, são mesmo uns trocos. Não é novidade nenhuma mas às vezes quando nos pomos a pensar, conscientemente no assunto, é que vemos que como somos mal pagos e como nos esfalfamos a trabalhar.

 

Lembrei-me agora de uma senhora encarregada de educação que resolveu fazer-me "exigências" absurdas até que a tive de meter no seu devido lugar ao explicar-lhe que EU não tenho um estatuto igual aos dos outros profes, logo não podem fazer-me as mesmas exigências. Expus-lhe o caso por alíneas e até lhe disse quanto ganhava à hora. Ficou escandalizada.

Desculpa para aqui e para ali e que "não fazia ideia". Pois, às vezes falamos demais.

 

Cada vez que me lembro a fortuna que o nosso governo gastou, num momento de tão grande crise, por causa da vinda do Papa a Portugal...! Não lembra nem ao Diabo. Acho que neste momento o chifrudo está a esfregar as mãos de contentamento e a pôr mais lenha na fogueira pois vai receber mais visitantes. Ai vai, vai.

Lá está, é como já li algures, o Papa veio a Portugal dar a extrema unção pois o país está a definhar e adivinha-se a sua morte em breve. Deus nos ajude pois os governantes...

 

Em resumo, isto hoje não está lá grande coisa. A paciência foi dar uma volta a algum lado e não sei quando volta. Se fosse cão, desatava a morder em tudo e em todos. Era certinho. Será que isto é efeito da alergia? Dos anti-histamínicos? Ou da porcaria do tempo que hoje já me borrifou a cabeça?

 

Good News

 

 

 

Já repararam que há alguns dias que tenho estado caladinha, sugadita, apagadinha e outras coisas terminadas em –inha, como por exemplo, congeladinha.

 

Estranho? Ou talvez não, uma vez que tenho feito grandes momentos de silêncio. Por necessidades intrínsecas. Mas não agora.


***

 

A crise económica espraiou-se por tudo e mais alguma coisa que nos possa passar pela cabeça. Começam a surgir os controlos de custos e a serem descobertos financeiros. E quem é que sofre os efeitos colaterais? Os pequenos, os subalternos, os que precisam de trabalhar para comer. Ah e os professores, que são seres à parte. Ou seja, me, myself and I!

 

O meu colégio começou a fazer cortes orçamentais devido à crise e nós é que temos estado a pagar as favas. Assim sendo, Há duas semanas comecei a mandar CVs.

Assim que os receberam, comecei logo a ser contactada para entrevistas. Uns não foi possível aceitar por incompatibilidade de horário, outros ficaram com o meu contacto para preenchimento de eventuais faltas e entretanto, pela flexibilidade de horários, aceitei assumir um trabalho num centro de explicações da moda.*

Mas isto iria concretizar-se caso o meu destino não estivesse já traçado de maneira diferente.

 

A minha colega de música tinha-me dito que estavam a precisar de uma teacher para o colégio religioso onde ela trabalha. Disse-me para eu ir lá num determinado dia pois estavam a fazer entrevistas. Acabei por não ir porque nem sequer chegaria a tempo, uma vez que só poderia ir findado o meu período de leccionação de aulas. Nunca mais falámos nisso.

 

Recomeçaram as aulas e a minha colega volta a tocar no assunto. Afinal não tinham seleccionado ninguém pois os currículos e as pessoas não tinham agradado. Deu-me o contacto do colégio para eu falar com eles e eu assim fiz. Marcaram-me entrevista, fui lá, gostaram muito da minha experiência profissional e julgo que também de mim. Acabei por ficar.

 

O destino estava traçado: Deus queria-me ao seu serviço e reservou aquela vaga para mim. E eu… comecei hoje!

 

 

 

 

* é tão da moda que é um franchising… e podia pagar muuuuuito melhor…. Se não ficasse com 40%  para eles…

 

 

 

 

Planos Furados

Lembram-se daquele post de ontem em que eu disse que tinha prometido a mim mesma que ia descansar blá, blá, blá? Pois é… Dizem que o prometido é devido e que as promessas são para cumprir… mas nem sempre!!!

 

Só gostava que alguém me dissesse porque é que os meus planos saem sempre furados?! Nunca posso estar descansadinha. Eu a pensar que iria ter um dia magnífico de dolce fare niente mas afinal…

 

Decidi ir tomar café e fui buscar o meu porta-moedas à mala Fui ao sítio onde o costumo colocar… nada! Vasculhei toda a mala… nada! Vasculhei uma outra mala que tinha usado… nada! Revolvi a casa toda e… nada! Ora bolas! Mas onde teria ido parar o porta-moedas?

Revi todo o dia anterior e todas as minhas movimentações. Nalgum sítio haveria de estar.

 

Decidi, então, procurá-la. Primeiro no café, depois na papelaria, a seguir no colégio e por fim na empresa dos transportes que apanho.

Descobri onde estava, finalmente. Perdi-o na camioneta mas não faço ideia de nada.

 

O mais chato era que o porta-moedas continha todos os meus cartões. Não tinha documentos, apenas cartões e cerca de três euros.

Tive que ir levantar o porta-moedas aos escritórios da empresa, debaixo de uma chuva chata e molhadinha. Mas ao menos recuperei o meu porta-moedas com o recheio quase todo. Os cartões e as papeladas estavam lá, os trocos não estavam lá à excepção de três moedas de um cêntimo…

 

Estava Ali Tão Sozinha…

 

Vim desenfreada rua abaixo para ver se não perdia a camioneta. Eu e elas! E ainda por cima levei com o motorista do “voo”, lembram-se?!

 

Não sabia se aquela coisa já tinha passado ou não. pois não estava ninguém na paragem. Não é que a paragem esteja sempre cheia de gente mas há, pelo menos, uma moça que apanha a mesma camioneta do que eu e acaba por ser através dela que eu me regulo.

Sair da aula, entregar livro de ponto, dois dedos de conversa obrigatória com o director e picar o ponto, é atraso na certa.

 

Mas hoje ainda era cedo e eu acalmei o passo conforme atravessei para o passeio da paragem.

Entro na “redoma” e coloco a minha mala dos livros em cima do banco. XAZAM!!!! Eis que vejo uma coisinha quadradinha a rir-se para mim e a fazer-me adeus! Fiquei a pensar se estava a ver bem… Seria mesmo o que estava a pensar?! Bom, deixa-me lá pegar nela antes que voe… é mal empregada, pensei eu.

 

Nunca na minha vida me aconteceu uma coisa destas… e fiquei tão contentinha! Até me senti mais, sei lá, rica! ACHEI uma notinha de 10 euros!

Estava ali, sozinha em cima do banco… desprezadinha… ao frio e ao vento…  sem dono…

Guardei-a e fiquei à espera que alguém a viesse reclamar. Mas durante os meus 15 minutos de espera ninguém apareceu. Passou a ser minha. Ou acham que a deveria lá ter deixado ficar para ficar para outro? Hein?!

 

Hipocrisia Familiar

Rockwell, Norman, A Family Portrait

 

 

Lembram-se daquele post em que eu vos contei que fracturei o pé no casamento da minha prima? Só não vos contei que toda a família se preocupou comigo menos ela. Não, ela não foi em lua-de-mel logo a seguir ao casamento. Por uma conveniência qualquer, só foi quase uma semana depois para as Maldivas. Mas isto é só para vos dizer que ela nem uma SMS me enviou a perguntar se estava melhor. Quando regressou, lá deu um saltito aqui a casa para ver como eu estava. Até porque agora parecia mal… Afinal a casa dela era na rua da minha mãe, do outro lado do passeio, 3 prédios acima.

 

Ontem veio aqui encomendar-me alguns produtos que eu vendo da Yves Rocher. Lá escolheu, o mais barato possível, e mesmo assim sempre a hesitar nos preços. Decidiu pedir um gel de banho, para uma prima nossa, cujo valor é de 2.99€. Até aqui tudo bem se ela fosse outra pessoa, já vão perceber porquê.

Estive a explicar-lhe alguns detalhes dos produtos e às tantas faz-me o seguinte comentário: “Não posso gastar dinheiro porque as coisas este ano estão muito más…” Deu-me um nojo descomunal, uma revolta nas entranhas mas mantive-me calada.

Então as coisas estão muito mal para ela que comprou uma casa de quase 50 mil contos e não vendeu a anterior, cujo marido ganha montes de dinheiro pois é dono de um gabinete de contabilidade, que tem a casa de solteiro do marido arrendada, que já comprou duas casas a pronto com o meu tio para alugar, que se abastece na mercearia da mãe a custo zero, que tem uma sogra que é um amor de pessoa e que não sabe o que fazer para agradar a minha prima por isso dá-lhe tudo, que é efectiva numa multinacional e não ganha nada mal?

 

Então que hei-de dizer eu?! Que andei de cavalo para burro, graças às sucessivas alterações dos concursos de docentes? Que suo as estopinhas em busca de emprego, que graças a Deus tenho conseguido à minha custa? Que tenho dois pais reformados com uma “fortuna” e a quem dou uma ajuda com o meu mini-ordenado? Que me farto de lutar, pois não me cai nada no colo, e nunca baixo os braços? Cinismo, não! Não suporto.

 

E ainda comentou comigo que não precisava de comprar muita coisa para oferecer pois a sogra o ano passado comprou prendas a dobrar para que a minha prima as pudesse oferecer, estão a perceber? Ou seja, a minha prima o ano passado não gastou dinheiro em prendas e este ano muito pouco. Nem em prendas nem em nada porque lhe dão tudo. Nunca precisou de fazer nada para ter o que quis. Sempre lhe caiu tudo no colo num estalar de dedos. Só é pena a minha prima ter tanto e não partilhar com os outros, ter tanto e ainda cravar os outros, ter tanto e ser tão somítica com tudo, ter tanto e não ajudar ninguém. Acha sempre que aquele cêntimo que gastou foi mal gasto nem que seja algo que ela precise para viver.

 

O cúmulo do cinismo e hipocrisia foi o aniversário da filha dela. Andou a espalhar aos sete ventos que não fazia nada no aniversário da filha por causa disto e daquilo (já não me lembro dos argumentos). A mim não me fazia diferença pois não fazia questão de ir, ia mais por uma questão de cerimónia e respeito pelos meus tios.

Vim a saber, depois, que fez uma festa de arromba na vivenda da sogra mas só convidou os amigos cheios de dinheiro, a família do marido e as tias ricas solteironas que um dia lhe irão deixar toda a fortuna. A ela e ao irmão pois são os únicos sobrinhos das tias ricas. Convém dar graxa também.

 

Acho que estas coisas são de muito mau gosto. Infelizmente, ela escolhe as pessoas pelo seu extracto bancário e pelo interesse que elas possam ter. Nós, as primas, pertencemos à parte pobre da família. Não nos enquadramos, economicamente, naquele meio. E ainda bem pois são só cromos horrendos e broncos.

Não gosto de fazer distinção entre pessoas nenhumas. Sempre que faço uma festa convido as minhas 3 primas direitas, com as quais fui criada (nas quais esta está incluída) e os meus amigos que são pessoas cultas, de mentalidade evoluída e muito bem educados. São pessoas afáveis, simpáticas e com quem se pode ter uma bela conversa. Não é o estatuto socio-económico que estabelece os laços de amizade mas sim a empatia, o amor e as vivências em comum.

Pronto, acabei o meu desabafo!

 

Saiu-me o Euromilhões...

 

Não estava à espera e fiquei completamente surpreendida! Afinal não sai só aos outros. Joguei ao calhas, não escolhi números. Partilhei o prémio com mais alguém. Que falta que estava a fazer este dinheirinho! Já fui tratar de tudo para levantar as massas.

Mas agora estou com um dilema: não sei o que hei-de fazer com o que ganhei. Fazem-me falta algumas coisas mas não sei se hei-de investir ou gastá-lo já todo... hummm... Aceito sugestões!

É pena o euromilhões só me ter saído no meu sonho... :/ E vejam lá como eu sou que até a sonhar sou pobre a pedir. Sabem de quanto era o prémio? Três mil euros!

Diz o povo "quem não chora não mama" e é bem verdade. Vou começar a subir a fasquia e a pedinchar mais...